18 maio 2017

Um dia faço uma tatuagem...

By, [miss]Framboesa
"...Hoje foi o dia."

Quer dizer, não foi hoje, foi a semana passada, faz hoje 8 dias.

E estou radiante. Ra-di-an-te!

Não foi uma decisão de última hora, nem de último ano, nem de última década... desde adolescente que queria fazer uma tatuagem. A ideia da imagem escolhida e a área do corpo amadureci ao longo dos anos...

Mas fui adiando, adiando...Primeiro porque era muito miúda e tinha receio de ser uma ideia passageira...Depois, ou porque era Verão e o sol fazia mal, ou porque era Inverno e assim não arejava a tatuagem, ou porque não dava jeito, ou estava constipada, ou por isto e aquilo... Na verdade tinha um medo que me fosse doer horrores e eu saísse do estúdio com um risco tatuado (o máximo que conseguiria aguentar).

No início deste mês visitei um estúdio recomendado por amigos, expliquei a minha ideia e quando já estava numa de "Então muito obrigado, depois logo vejo se marco...adeuzinho..." o M. impulsionou a coisa: "Marca a sessão" 
Eu ainda inventei umas desculpas, não ía marcar assim sem mais nem menos, certo? (Certo?!)...Mas agendei para daí a uns dias. Tinha o desenho, a ideia, o conceito, tudo estudado há anos! 

Não andei nervosa nos dias anteriores, apenas ansiosa, mas aquela ansiedade boa quando sabemos que algo de bom vai acontecer. Cheguei ao estúdio quase uma hora antes, entusiasmada, mas relaxada...o tatuador ajudou-me a afinar o desenho, acrescentei uma palavra (... perguntei se ía doer muito acrescentar uma palavra...) e depois tudo fluiu...

Ele começou por um pequeno risco (e eu pensei, pronto, é agora, vou ficar com um risco na omoplata, bonito serviço). Mas foi tudo pacífico a partir daí ...às vezes sentia uma dor, que nem é bem dor, é mais uma sensação de arranhar, mas que durava uns segundos, e embora estivesse sempre à espera da "parte pior", a parte pior não chegou... Foi uma hora que passou num instante, o som da máquina em vez de me enervar (tipo dentista?), relaxou-me e para o fim só pensava em ver a minha tatuagem. 

No primeiro dia fui imensas vezes mirar-me ao espelho...nem queria acreditar que estava ali, ali mesmo no meu corpo. Nem queria acreditar que tinha feito a tatuagem...e antes dos 40 como eu "prometi" a mim mesma.

Agora ando a cuidar dela com o máximo de atenção ... como control freak assumida, já li tudo o que havia para ler sobre cremes maus, bons e assim-assim, dicas, conselhos, efeitos secundários, paralelos e normais, por isso estou bem ciente das precauções a tomar (nem me passava pela cabeça que eram necessárias tantas precauções). Tenho seguido as instruções do tatuador milimetricamente, tenho tentado manter as bactérias do mundo exterior a léguas (nunca as minhas mãos estiveram tão desinfetadas) e ando com um kit de limpeza atrás de mim para o trabalho (um saco com toalhas de papel, filme transparente, dettol, sabonete de glicerina e bephantene plus). No carro aponto o ar condicionado para o ombro para não aquecer tanto e em casa ando com a parte de cima de um biquíni para arejar (nota mental: não fazer tatuagem no inverno). A última novidade foi forrar as costas do meu sofá com película aderente para não estar em contato direto com o pelo. (Estão a ver o Dexter antes de começar as chacinas? Isso).

De resto, passada uma semana estou arrependida.
Arrependida de não ter feito há mais tempo.

E sim, esta é só a primeira. :)


#40until40 - fazer uma tatuagem, check!
Xo,Xo, F.

27 abril 2017

Here we go again?

By, [miss]Framboesa
Há uns valentes meses atrás deixei de estar obcecada com o peso e as dietas. Porque uma coisa é ter uma vida saudável, outra coisa é deixarmos permanentemente de comer sobremesas, pizzas e coisinhas para lá de gostosas, chatearmos toda a gente a nossa volta com a mania das dietas e deixarmos de frequentar locais onde haja comezainas à fartura (ou ir tapear para Espanha e pedir um prato de talos de couve com molho de iogurte.Iogurte magro).

Equilíbrio acima de tudo. 

Curiosamente foi quando me deixei de fundamentalismos que perdi mais peso e volume. Sem sacrifícios e a provar todas as novidades de gelados da Olá. 
Yey.

Ainda mais curiosamente (vamos chamar-lhe curiosamente, para não dizer furiosamente, curiosamente é mais fofinho), agora que ao fim de tantos anos fiz as pazes com a minha figura e com a minha alimentação ... estou a fazer, a conselho médico, uma dieta forçada. Que nem sequer é dieta para perder peso, é mesmo por motivos de saúde. 

Depois de meses a passar menos bem (<-- eu a ser fofinha) por causa das dores abdominais, estamos agora a testar a low fodmap diet (vide google). Estamos é como quem diz, está esta que vos escreve, e se inicialmente parecia coisa até fácil de seguir, tenho-me deparado com situações um pouco chatas....seria uma dieta fácil de seguir em 1960, mas hoje em dia com tantos alimentos processados a coisa às vezes torna-se complicada...

A ideia é eliminar totalmente (auch!), durante oito semanas, alimentos ricos em fodmap (Fermentable Oligosaccharides, Disaccharides, Monosaccharides and Polyols): hidratos de carbono fermentáveis que sejam oligosacarídeos, dissacarídeos e monossacarídeos e também os polióis. Resumidamente estamos a falar de fructanos, lactose, frutose em quantidades elevadas, manitol e outros "ol" muito usados como adoçantes. 

Passadas estas oito semanas vou voltar a introduzir aos poucos os alimentos proibidos destes grupos, um grupo de cada vez, para identificar os que me são mais prejudiciais. Isto é coisa para estar quase definida no Natal. 
Natal de 2019.

Os alimentos mais prejudiciais são o alho e a cebola, assim logo em primeiro lugar na tabela (e é tão fácil cozinhar sem eles...not). Depois temos as inocentes maçãs, peras, pêssegos, lentilhas, manga, abacate, cajus, algumas bagas, cogumelos, feijão, beterraba, mel, leite com lactose, trigo, soja...(and so on, so on, so on...). 

Tenho-me tentado concentrar no que posso comer. (A idade trouxe-me uma imensa capacidade de ver o copo meio cheio!) E a lista até é extensa e tem alguns alimentos que nunca explorei e de que nunca ouvi falar. Tinha por exemplo renegado a quinoa há algum tempo atrás para agora a voltar a redescobrir :) 

Quinoa mas a versão sem glúten. 
E sem soja.
Essa é outra ... uma pessoa está cheia de boa vontade, mas olha para a embalagem de quinoa e a que não tem glúten tem soja, a que não tem traços de soja tem glúten... 

Nos últimos dias a aquisição de um alimento mais composto (como cereais, iogurte ou pão) implica a minha pessoa em frente à prateleira, de telemóvel em punho (onde tenho a lista dos alimentos proibidos, dos assim-assim e dos permitidos), várias consultas à net e leitura dos ingredientes até á última linha...onde aparecem as tais advertências que contém glúten ou cajus ou mel ou soja, ou o Diabo a Sete e tenho que voltar de novo ao início. Depois já se sabe que os mais aptos são os mais caros, que há vários iogurtes, queijos e leites sem lactose, mas os magros, que são os que eu gosto, são mais escassos.

No meio disto tudo posso comer açúcar às colheres. 
Batatas fritas à molhada. 
Arroz aos molhos.

Maçã é que não!
Xo,Xo, F.

20 abril 2017

Folhos e Godés

By, [miss]Framboesa
Não tinha ainda reparado na coleção primavera/verão nas lojas...Não tive tempo nem antes da viagem, nem depois da viagem de dar um lamiré pelas montras ou pelas newsletter que recebo...Até hoje....e N. Senhora dos Outfits... Gosto tanto!Tanto! É folhos, folharecos, godés e plissados, ombros de fora, mangas assimétricas. Tão eu! Não sei quanto tempo vou resistir...(suspiro)

Xo,Xo, F.

18 abril 2017

Meanwhile

By, [miss]Framboesa
Outubro...fizemos um Jack O'Lantern, comecei a fisioterapia por causa das costas, deixei de correr (na verdade parei as caminhadas), marcámos as férias de 2017, amuei, comecei a ver novas séries na tv, fizemos voluntariado, veio o Natal, a passagem de ano caseira, fez muito frio (mesmo), engordei, amuei, piquei o ponto na CUF (outra vez....e outra...), abri a pestana, fiz(emos) uma surpresa ao Mike pelo nosso 15.º aniversário, emagreci, comprámos a máquina fotográfica, mascarei-me de Sheriff, comecei a fazer medicação para o SII, vários aniversários de família, parti um dente, fomos a Nova Iorque e às Bahamas (a bordo do fabuloso Anthem of the Seas), reduzi a minha aerofobia, veio a Páscoa e uma fantástica escapadinha de "famiglia" ao nosso lugar especial a Sul, comecei a fase 1 da dieta Low FODMAP...Abril
Xo,Xo, F.

29 setembro 2016

Constatações pós férias

By, [miss]Framboesa

-Há trânsito.Muito.Repentino.(Pelo menos não estava cá há duas semanas atrás)
-As horas em terras do Sul passam muito mais depressa.
-A minha balança pirou. (Só pode, face aos resultados com que me brindou)
-Dei cabo de uma nalga nas férias. (Ou nádega, ou meio traseiro, ou o que soar menos mal).Férias sem mazelas é coisa que não me assiste.
Xo,Xo, F.

01 agosto 2016

A sofisticação nos anos 90

By, [miss]Framboesa

Ontem, a propósito de um programa de tv, lembrei-me do gelado Vienetta...Recordo-me quando apareceu o sucesso que foi: se alguém fosse a nossa casa a sobremesa era certamente Vienetta, anunciada como se se tratasse de uma iguaria do calibre de "bananas lentamente flambeadas com vinho marsala envelhecido e raspas de chocolate de Madagáscar". Era sofisticação.Era classe!Aliás, a Vienetta estava reservada só mesmo para dias de festa e as fatias eram cortadas milimetricamente para não desperdiçar...e bem que me apetecia dividir uma Vienetta em duas e repartir pelo almoço e jantar... Hoje em dia acaba por ser um gelado entre muitos...já nem me recordo da última vez que comi Vienetta.E gostava tanto! Tenho que tratar deste assunto este fim de semana.
Xo,Xo, F.

O "meu" mês

By, [miss]Framboesa

Xo,Xo, F.

25 julho 2016

Ready for Summer!

By, [miss]Framboesa

No ano passado o Verão passou-me literalmente ao lado...fui operada dia 3 de Agosto, já estava meio atordoada umas semanas antes, por isso praia, passeatas ou o que fosse da categoria "lareu" foram abolidos do meu calendário estival. Os dias foram passados em repouso no sofá e estou desconfiada que nunca foram realizadas á minha revelia tantas festas, saraus e sunsets como no Verão de 2015 (ou então a minha memória seletiva deu conta de tudinho enquanto fazia zapping pela internet). 

Estava desejosa que chegasse este Verão para o aproveitar em pleno. Caminhadas, piscina, festas, passeios e sunsets...até chegarem as duas fantásticas semanas de Setembro em que rumamos a Sul...Yey! 

Há coisa de 15 dias apanhei não sei o quê e por conselho médico (e do google e das minhas colegas de trabalho e novamente da médica)(repetir isto para mim mesma 3 vezes ao dia para não destrambelhar) devo tentar repousar e não me meter em aventuras, sendo que aventuras inclui as ditas caminhadas, dançar até cair e enveredar pelo fantastico mundo dos mojitos e piña coladas.

Amuei. Tive o meu momento Calimero.

E depois de me passar o amuo fomos a uma festa de Verão...E não, não dancei até cair, abanei-me ligeiramente ao som da música, mas soube bem sair da rotina, rir e passear.E para a semana conto também aproveitar em pleno o fim de semana. Sem grandes maluqueiras que eu quero chegar impec a Setembro...

Verão 2016, "mi aguardiiii"
Xo,Xo, F.

15 julho 2016

Wild world

By, [miss]Framboesa
Já o comentei com familiares e amigos, que quando o terrorismo saísse das grandes cidades e assumisse uma geografia mais "aleatória", passaríamos a um outro nível de terror.

Não que considere que os ataques em grandes cidades não causem repulsa, angústia e medo. Obviamente que causam. Muito. Não consigo sequer imaginar-me num cenário dantesco dessses. Já estive em muitas das cidades alvo de ataques, inclusive Nice, o que só demonstra que bastaria lá estar no dia, hora, local dos ataques. Nenhum de nós está seguro ou a salvo. Embora o fato de nos mantermos na nossa confort zone nos dê essa sensação de segurança e improbabilidade. De há uns anos para cá, sempre que viajamos para alguma capital ou cidade maior, ouvimos sempre advertencias para termos cuidado porque nunca se sabe...
Ontem atacaram Nice.
Não foi uma Londres, uma Paris, uma Nova Iorque.
E sinto (ainda mais) que isto pode acontecer a qualquer momento no nosso quotidiano nos locais mais improvaveis, que cingir-nos à nossa vidinha não basta para nos proteger e tenho ainda mais medo.
Xo,Xo, F.