15 janeiro 2015

O ranking de desgraças mundiais

By, [miss]Framboesa

Sempre que comento que o 11 de setembro me afectou muito (muito mesmo) e me continua a afetar hoje em dia tudo o que esteja relacionado diretamente com o 11 de setembro, são raras as vezes em que não aparece alguém a apontar-me o dedo, a referir-se a todas as guerras, massacres e desgraças do mundo que ceifaram muito mais vidas que o 11 de setembro.

E eu acabo sempre por ter uma atitude de "smile and wave" porque é-me complicado explicar que, infelizmente, não exerço grande controlo nas coisas que me afetam mais ou me afetam menos. Por outro lado não sinto qualquer necessidade de tomar partido no ranking das desgraças do mundo nem tão pouco de justificar o que sinto relativamente a qualquer situação que se me depare. 

E hoje li um texto que expressa ponto por ponto o que eu sinto:

Decididamente, ele há dias em que me falta a pachorra e, ultimamente, não têm sido poucos.Depois da questiúncula que derivou dos ataques à redacção do Charlie Hebdo, na semana passada, e das confusões conceptuais que por aí grassaram (a malta não sabe o que é liberdade de expressão, nem o que vem a ser liberdade de imprensa, mas adora dizer coisas e, se puder ser, crucificar umas alminhas pelo caminho. Pode ser os jornalistas que morreram, porque os tipos sabiam o que estavam a fazer e o que daí poderia advir (tal e qual como qualquer resistente a qualquer regime, normalmente os responsáveis pela mudança), podem ser os muçulmanos todos em barda (que essa gente nem chega a ser gente) e, agora, temos como tendência acabadinha de sair para o desfile pré-primavera da opinionite aguda a ideia de que quem foi Charlie também tem de ser tudo o mais e dizer-se, especificamente (porque a moda assim o dita), pelas vítimas do massacre na Nigéria que matou cerca de duas mil pessoas (as outras não importam, estas é que sim, porque foram muitas). Porque não houve mais mortes no mundo, nem outro qualquer atentado terrorista, só este - que a malta contenta-se com o que aparece nas redes sociais.E eu, que já estava a antever o dislate (avancei-o no penúltimo parágrafo desta publicação) só me pergunto quem são estes moralistazecos de sofá para me ensinarem com quem devo preocupar-me ou sobre o que devo manifestar-me publicamente. Mais: por que diabo há agora esta ideia generalizada de que quem "foi" Charlie é hipócrita se não for também Raif e, por que não, cada uma das vítimas que morreu na Nigéria e, já agora, a vizinha que é vítima de violência doméstica e a criança que sofre bullying na escola? Não me saberão responder, bem sei. Isto já são demasiadas variáveis e as excelências da moral massificada terão de reunir para acordar no novo cancioneiro a muitas vozes, que isto de pensar pela própria cabeça é chato que se farta. O importante é que possam apontar dedos porque uma coisa é certa: só esta malta é que pensa bem, tudo o mais é gente que só sabe olhar para o próprio umbigo. Imagino que estes dignitários do bem já estão todos de passagem marcada para onde possam ajudar de facto (e a teclar do iPad, numa aldeia recôndita de um país esquecido pelo etnocentrismo europeu). É que ou é isso ou continuar com os falsos dilemas (ou Charlie ou Nigéria, ou o papá ou a mamã, ou carne ou peixe), de dedo apontado, directamente do sofá lá de casa.:



Xo,Xo, F.

09 janeiro 2015

Momento com a balança

By, [miss]Framboesa
Ontem quando me pesei tive durante meio segundo a sensação que estava alguém às minhas cavalitas. Fiquei pasmada. Mas não, era só mesmo eu. Eu e o meu peso, aquele que vou eliminar este ano.
Xo,Xo, F.

06 janeiro 2015

E no Dia de Reis...

By, [miss]Framboesa

2014. Foi o ano em que fiz mesoterapia às costas e melhorei muito. Foi o ano em que não fui ao concerto do Bublé e isso deixou-me tão triste (mas fui ao concerto dos One Republic e ouvi ao vivo e a cores a minha música favorita de 2014!).Foi o ano em que comecei a fazer caminhadas indoor (passadeira nova) e outdoor. Aliás, foi o ano em que descobrimos que perto da nossa casa há um circuito de corrida, inaugurado há 5 anos e nunca tinhamos dado por ele. O Benfica foi campeão. E voltou a ser outra vez. E só não foi oura vez porque fomos roubados.(bah) Regressámos à nossa praia (regressamos todos os anos mas é tão bom regressar, e são dias tão felizes).Fomos a uma Noite Branca numa terreola espanhola para trás do sol posto (eramos certamente os únicos estrangeiros). Fizemos uma batalha de raios laser épica, a repetir em 2015 (que causou mazelas visíveis, mas muitas gargalhadas). O ano em que a minha mãe melhorou muito a inglês e a informática.Proud!O ano em que me chateei muito. Muito. Muito. Comprámos e montámos (finalmente) os cortinados do nosso quarto. E a máquina de lavar louça. Começámos a nossa parede de fotos e quadros. Foi o ano em que mudámos de instalações no emprego. Fiz muitas compras online. Li muitos, muitos livros. O meu pai vestiu calças de ganga pela primeira vez em 64 anos.Adorou! E começou a ter aulas de artes gráficas.O ano em que decidimos onde ir no Reveillon por volta das 15 h de dia 31.  Foi o ano em que uma amiga venceu o cancro. Foi o ano em que voltei a ver amigos que já não via há 20 anos (e foi tão bom). O ano em que me apareceu um "não sei quê" aqui na pálpebra, e ainda não sei o que é. E outro "não sei quê" na garganta que me lixou a pré época natalícia. E ainda se mantém.O ano em que o Outono tardou em chegar. Fomos  a Bruges e Bruxelas onde me refastelei com chocolates, gaufres e batatas fritas. E delirei nos mercados de Natal. Foi o ano em que engordei mais nos últimos anos e que menos exercício físico fiz, apesar do início promissor.O ano em que entrámos em litígio com uma operadora de telecomunicações.E ganhámos. Foi o ano em que o Mike deixou de fumar. (E ainda não lhe consegui transmitir por palavras o orgulho que tenho nele).O ano em que menos me apeteceu cozinhar. Em que mais preguicei. Foi um ano de pausa a muitos níveis.

2014 foi o ano em realizei um grande sonho: fizemos um transatlântico durante 14 dias, Fort Lauderdale-Barcelona. Foram dos dias mais fantásticos de 2014, uma viagem tão cheia de tanto.

Ao contrário de 98% dos meus amigos do Facebook não posso dizer que foi um ano espetacular. Não foi. Teve sim, momentos espetaculares, aliás, muito espetaculares se é que esta expressão existe, e daqueles inesquecíveis que me vão fazer sempre dizer que 2014 foi o ano em que "...". 
Xo,Xo, F.

05 janeiro 2015

Ovos felizes

By, [miss]Framboesa

E este fim de semana demos um passo enorme grande em termos de nutrição e qualidade de vida. Não, não entrámos em dieta.(Isso é amanhã, calma!)

Comprámos ovos de galinhas felizes!
De galinhas felizes! 

Depois de uma pesquisa mais ou menos apurada, decidimos passar a comer apenas ovos de galinhas criadas ao ar livre, alegres e desempoeiradas. 
Felizes, portanto. 
Cremos piamente (passo a expressão) que só podem advir coisas boas desta decisão. 

(Entretanto vamos engendrar uma maneira de convencer a minha mãe a voltar a criar galinhas, porque a felicidade dos ditos é proporcional ao preço.)
Xo,Xo, F.

02 janeiro 2015

Passas ou não passas, eis a questão!

By, [miss]Framboesa
O único ano em que não comi passas á meia noite, pelo menos desde que me lembro de ser gente, foi um dos anos mais especiais da minha vida, como se se invertesse a superstição: 
Casámos, começámos a viver juntos na nossa casa, fomos ao México, viajámos a dois até Espanha, aprendi a cozinhar do zero, acabei o estágio e fiz a agregação à Ordem dos Advogados. 
Desde aí sempre comi as 12 passas (até porque gosto muito de passas, por mim podiam ser 365 que eu dava conta do recado).

Até há 2 dias atrás,quando me esqueci completamente das ditas. 
Ansiosa por ver como vai ser 2015 ;)
Xo,Xo, F.

01 janeiro 2015

12 razões para ser feliz...em 2015

By, [miss]Framboesa

...Em 2015




1. Vou conseguir ficar abaixo dos 61 kg (espero tanto, tanto, tanto)

2. Destralhamento da casa de proporções épicas (vamos lá a ver)

3. Vi-a-jar!!! (não sabemos onde, mas vamos, ai vamos vamos)

4. Novidades gastronómicas em nossa casa (tenho que meter mãos á obra e começar a aplicar os 45234881 livros dos Ramseys, Jamies e outros)

5. Tratar dos assuntos: aparelhagem, sofás, parede da sala, esquentador e telemóvel.

6. Vamos ao Oceanário, Museu de Arte Antiga, Museu no SLB e andar de elétrico em Lisboa (sim, é-me mais comum andar de taxi em Miami do que de elétrico em Lisboa...nunca andei!)

7. Meter-me a sério no projeto tatuagem.A sério pah.

8. Empenhar-me em fazer algo para diminuir a minha fobia de aviões e de voar


9.Continuar a ler muito! Adoro cada vez mais!


10. Estar com a minha família e amigos!



11. Vão haver feriados, escapadas, tardes de namoro, manhãs de ronha...



12. Coisas boas vêm aí, de certezinha!


5 razões para ser feliz #7

By, [miss]Framboesa

...Em Janeiro


1. Ano novo a estrear
2. Volta aos eixos com o exercício físico e alimentação
3. A esperança renovada 
4. Um saltinho aqui ao lado para tapear e passear
5. Os saldos (yehhh)